Arrumando a Bagunça

Arrumando a Bagunça

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Esses dias dei a “loka” e decidi arrumar a bagunça do meu armário. Estava protelando há muito tempo, mas dessa vez não adiei nem mais um dia. Tirei tudo de dentro: roupas, sapatos, acessórios, cosméticos, etc. O quarto ficou um caos. Em meio a tanta coisa, me deparei com peças de roupa e bijuterias que eu nem me lembrava que tinha. Algumas da década de 90. Senti um pouco de nostalgia ao me lembrar de quando as usava e de como eu era na época. Ao olhar à minha volta e ver toda aquela bagunça, me senti desanimada, mas mesmo assim não desisti e prossegui até o fim da tarefa. Só depois de tirar tudo de dentro do armário é que consegui separar as coisas que eu não queria mais e poderiam ser doadas, as coisas que não prestavam mais de jeito nenhum e iriam para o lixo, e as coisas que mereciam ficar comigo. Consegui organizar melhor as gavetas e o cabideiro, para ficar mais fácil visualizar tudo e escolher o que usar em cada momento. O que uso com mais frequência coloquei em lugares de mais fácil acesso, o que uso menos, coloquei nas partes mais mais altas ou no fundo das gavetas. Confesso que demorei horas para concluir a arrumação e no fim eu estava exausta e cheia de dores pelo corpo. Mas fiquei feliz. Quando olhei para tudo organizadinho e limpinho, me senti aliviada e respirei fundo, com a sensação de dever cumprido. Era como se um peso saísse dos meus ombros.

Na vida é assim também. Vamos acumulando tanta coisa e protelando a resolução de problemas que chega uma hora que precisamos arrumar a bagunça da nossa vida, a bagunça do nosso coração e da nossa mente. Quando falo “coração” não digo apenas este órgão dentro do peito, mas sim a gente por inteiro. E isso inclui relacionamentos, trabalho, compromissos, estudos, livros para ler, alimentação, atividades físicas, comportamentos que temos e que são muito feios… Tem momentos em que olhamos para nós mesmos e tudo parece um caos: nossa alimentação está uma droga; não fazemos atividades físicas e somos muito sedentários; ficamos muito tempo sem conversar com os amigos e dar um telefonema ou mandar um carta; nosso relacionamento com a família está meio estranho e distante; não estamos satisfeitos com nosso trabalho e fazemos as obrigações de qualquer jeito, sem ânimo; estamos sem vontade de ler, de aprender coisas novas, de sonhar novos sonhos… Não sei se vocês já passaram por isso, mas às vezes parece que tudo na nossa vida é uma porcaria, nos sentimos fracassados e inúteis.

Precisamos dar um basta nessa bagunça e partir para a arrumação. E não há ninguém que possa arrumar nossa vida além de nós mesmos. Claro, Deus é Senhor de tudo e Ele pode todas as coisas. Mas grande parte do que Ele faz na nossa vida precisa que estejamos de coração aberto. E a ilustração do armário bagunçado é boa para entendermos o processo: precisamos jogar tudo pra fora para termos uma visão melhor do que é preciso eliminar de nossa vida, do que precisamos abrir mão, daquilo que nos prejudica e não pode permanecer. Precisamos visualizar o que é importante e precisa ser cuidado. Mudar hábitos não é uma tarefa fácil, entretanto vale muito a pena.

Somos seres humanos por inteiro então precisamos nos cuidar por inteiro. E foi isso que eu fiz. Comecei mudando os hábitos alimentares, tentando introduzir alimentos saudáveis e não industrializados na minha dieta, bebendo mais água (a meta é 2 litros por dia). Fui a um psicólogo, fui ao psiquiatra e a outros médicos que eu precisava e estava adiando. Eu não tenho preconceito quanto a tomar remédios. Se consulto um médico e ele me receita algo, eu tomo sim, porque sei que é para o meu bem. Contudo, nem sempre só o remédio basta. Quando o assunto é sobre a mente agitada ou triste, também é preciso fazer atividades físicas, sair mais com os bons amigos, procurar atividades que nos façam sintir úteis… Então, além dos médicos e terapeuta, também fui para a academia (spinning e zumba). Comecei a pensar no que eu não queria mais em minha vida e precisava desistir (falo melhor sobre quando precisamos desistir em outro post aqui no blog).

Assim como arrumar a bagunça do armário não é tarefa fácil, arrumar a vida é ainda mais complexo. É cansativo e às vezes temos vontade de desistir. Mas, no fim, vale a pena, pois os resultados são muito bons.

O mais difícil talvez não seja arrumar a bagunça, e sim manter tudo arrumado. A chave é a disciplina. Tudo na vida precisa de disciplina. Manter o armário organizado, perseverar na boa alimentação, na atividade física. Perseverar em manter saudáveis as relações com nossa família e com nossos amigos. Deixar o ego de lado e aprender a enxergar o outro. Amar as pessoas quando elas nos tratam bem e fazem tudo do jeito que gostamos é fácil. O difícil é amar as pessoas com os seus defeitos, mesmo quando elas nos magoam ou nos decepcionam. “Amar aquilo que não tem nada de amável”, como disse C. S. Lewis.

A fé, a esperança e o amor são as principais virtudes que precisamos desenvolver. Através dessas três virtudes conseguimos continuar caminhando, enfrentando os desafios e prosseguindo para o alvo.

Não se esqueça que você pode pedir ajuda. Não precisa lutar sozinho. Os amigos, a igreja, um terapeuta, sua própria família, enfim… Deixe o orgulho de lado e peça ajudar se precisar. Pode ser que a bagunça esteja tão grande a ponto de nos deixar doentes e precisamos de ajuda para sair desse caos e organizar a vida, a mente e o coração.

Espero que este texto tenha ajudado vocês d alguma forma. Fiquem à vontade para comentar e compartilhar. Grande abraço.

Tem um vídeo no meu canal sobre este mesmo assunto. Confira lá:

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